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20 de janeiro de 2010

Katekyo Hitman Reborn!

Este anime, iniciado em 2006 e ainda com um final imprevisto, foi daqueles que me chamou logo à atenção, assim que a curiosidade me levou a pesquisar por imagens sobre a série. Na verdade, vi nelas uma certa semelhança com o estilo de desenho de Shaman King, que me atraiu pelas mesmas razões, e da qual gostei bastante. Apesar de ter um início vagaroso e, de certo modo, enfadonho, quando a verdadeira história começa, pode dizer-se que o nível de emoção está quase perto do de Naruto ou Bleach. Além disso, trata de uma temática que era nova para mim no mundo dos anime: a Máfia.

Tsunayoshi Sawada, ou Tsuna, é um miúdo que não tem jeito para nada e atrai todo e qualquer tipo de azar. Não é à toa que ele é conhecido por dame-Tsuna, sendo dame a palavra que melhor expressa a negação em japonês. Certo dia, Tsuna é surpreendido por Reborn, um tutor BEBÉ que quer fazer dele o sucessor da família Vongola, da MÁFIA italiana. Missão aparentemente impossível e que Tsuna, inicialmente, nem leva muito à sério. No entanto, à medida que o tempo vai passando e graças às instruções de Reborn, o rapaz vai evoluindo e, com a ajuda de colegas da escola e de membros de outras famílias, acaba por se tornar corajoso, forte e determinado. Alguns desses companheiros acabam por integrar os Vongola, passando a fazer parte da Família que Tsuna quer e deve proteger.





Numa primeira fase da série, depois de derrotarem o gangue de Kokuyo, um grupo de criminosos que atentavam contra a Máfia, Tsuna e o grupo são obrigados a enfrentar os Varia, uma elite independente dos Vongola, composta por assassinos notáveis. O líder dessa equipa, Xanxus, ambiciona ser o décimo boss da família, objectivo que ele vê usurpado por Tsuna. Nessa luta de duelos, está em jogo um tesouro: os sete anéis Vongola, que evocam poderes de diferentes elementos da natureza.





Passado este desafio, acontece algo inesperado: os mafiosos são transportados para um futuro alternativo (a diferença de tempo é de, aproximadamente, dez anos), no qual a família Vongola e os seus companheiros são perseguidos pelos Millefiore, uma família possante, com meios para dominar o mundo, liderada por Byakuran.

Espero que este resumo vos faça querer ver Katekyo Hitman Reborn!, que é, de facto, um anime muito interessante. A esta série não falta humor, e mesmo tendo piadas repetitivas, estas são inteligentes e propositadas. A banda sonora também é muito boa (tem músicas que nos lembram a Máfia por causa do som do trompete, e uma ou outra sugerem Dragon Ball Z ou Persona 3) e as batalhas são rápidas e fascinantes, como em Bleach. Até há mais três parecenças com este anime: a utilização de um idioma estrangeiro para denominar os personagens e os espaços (o que, neste caso, faz todo o sentido), a originalidade dos personagens e a fisionomia dos dois vilões da família Millefiore com dois de Bleach. Fica aqui a comparação:




Katekyo Hitman Reborn!




Bleach


Pessoalmente, estou muito entusiasmada com a série e vou acompanhá-la até ao fim. Espero que, no futuro, continue tão boa como está, ou ainda melhor.

Classificação pessoal: 7/10

Só uma nota: Foi realmente divertido quando me deparei com o nome Cappuccino num personagem.

22 de outubro de 2009

OI!!


Já a algum tempo que não posto nada por aqui, infelizmente o tempo tem sido pouco e a inspiração, nenhuma.... Felizmente está cá a Twinny para manter o blog espectacular ^^


A razão do meu post hoje é não apenas para dar a conhecer um anime em especial, mas mais para comentar o tal referido anime. Das informações que tenho é relativamente novo, tendo saido apenas 10 dias atrás (12/10/2009), poderá ter apenas 13 eps. e mal o comecei a ver lembrei-me logo de One Piece e FullMetal Alchemist. O nome deste anime é:





Fairy Tail




A história começa no reino de Fiore, um país neutral para todos os efeitos, onde predomina a magia. Esta pode ser comprada e vendida, e aqueles que a usam para o bem são chamados de feiticeiros. Mas só se é um feiticeiro a sério quando se faz parte de uma guilda, e em Fiore existem muitas. Uma, entre todas as outras, é reconhecida como a "melhor", pois é nela que se criaram, e ainda criam, heróis e lendas. O seu nome é Fairy Tail. É dessa guilda que o jovem Natsu vem, e após certas cenas ao estilo One Piece, conhece Lucy, uma jovem feiticeira que pretende entrar para a Fairy Tail. Mais tarde o par sai da aldeia onde se encontraram, levando consigo a esperança de Lucy de conseguir ser aceite na mais importante guilda existente.





Por ser um anime que chama a atenção logo de início, seja pela maneira como Natsu fala ou nas situações em que se mete, seja pelas recordações de outros animes, acho que Fairy Tail merece uma

Classificação Pessoal : 8/10

7 de outubro de 2009

Clannad

Hoje vou fazer um resumo e dar a minha opinião sobre o anime Clannad, que foi baseado num visual novel (jogo interactivo de ficção, cuja maior parte dos gráficos são estáticos, sendo a arte estilo anime) com o mesmo nome.

Nagisa Furukawa é uma rapariga tímida, desajeitada e insegura, que idolatra as mascotes Dango Daikazoku (A Grande Família Dango). Chumbou o ano, ao contrário dos seus amigos, e por causa disso está sozinha. Tomoya Okazaki, um aluno solitário, conhecido por ser delinquente e irresponsável (porque não se preocupa com os estudos e está sempre a chegar tarde), acaba por ter pena dela e aproxima-se para a ajudar. Inicialmente, desculpa-se ao dizer que ajudar Nagisa a formar um clube de teatro é uma maneira de passar o tempo, já que tem bastante, pois não está inscrito em nenhum clube cultural nem pratica desporto. Mas a verdade é que a relação de ambos torna-se, pouco a pouco, muito especial.





Os dois acabam por se aproximar de outras raparigas da escola: de Kyou e Ryou Fujibayashi, duas irmãs gémeas, que são o oposto uma da outra; do espírito de Fuko Ibuki, que faz tudo por tudo para que a irmã, Kouko Ibuki, não deixe de ser feliz por sua causa; de Tomoyo Sakagami, uma rapariga forte, que já tivera um comportamento desviante porque se envolvera em lutas violentas com gangues; de Kotomi Ichinose, uma amiga de infância que Tomoya já tinha esquecido, que tem uma inteligência inimaginável.

Youhei Sunohara, o melhor e único amigo de Tomoya, junta-se, também, a este grupo, no qual a amizade cresce cada vez mais pois todos se ajudam mutuamente. É nesta amizade recíproca que a acção se baseia.

Gostei muito desta série. Apesar de ser um pouco repetitiva no início, rapidamente se torna emocionante. É um anime demasiado fofinho, mas a verdade é que uma série assim, de vez em quando, sabe muito bem.





Já estou a ver a continuação deste anime: Clannad After Story. Assim que acabar, faço um post sobre ela. Dizem que ainda é melhor que a primeira...


Classificação pessoal: 8/10

8 de julho de 2009

D.Gray-man

Final do século XIX. A destruição do mundo está eminente. Esse é o objectivo do Sennen Hakushaku ou Millennium Earl. O clã Noah aliou-se a ele porque partilha os mesmos objectivos. No entanto, os seus membros nunca foram registados na História, apesar de serem vistos na altura de grandes mudanças.





Allen Walker, o personagem principal, é um rapaz de 15 anos. É um exorcista, ou seja, luta contra os Akuma ou demónios, cuja origem são almas chamadas ao mundo dos vivos pelos entes queridos. Na verdade, funcionam como armas do Millennium Earl: quando alguém sofre por causa da morte de uma pessoa amada, ele surge, diz boa tarde e transforma a tristeza daquele ser em esperança, porque a vítima acaba por acreditar que basta chamar pelo nome do ente querido para o fazer regressar à vida. Contudo, essa alma penada acaba por matar aquele que o invocou e transforma-se em Akuma.

A vida de Allen está marcada por uma experiência semelhante, bastante peculiar: tendo sido abandonado pelos pais, foi adoptado por Mana Walker. Depois de este ter morrido, Allen, torturado pela dor e pelo sofrimento, cedeu à proposta do Millennium Earl e Mana ressuscitou em forma de Akuma. O demónio amaldiçoou o seu filho e atacou-o no olho esquerdo, fazendo uma cicatriz - a marca dos demónios. Foi a partir desse momento que o braço esquerdo de Allen revelou ser uma arma anti-Akuma que, instintivamente, destruiu Mana. Por causa do choque de ter matado o pai que tanto amava, os seus cabelos tornaram-se brancos. Além disso, após esta tragédia, Allen consegue ver as almas sofredoras, presas dentro dos Akuma, porque o olho amaldiçoado lho permite.





Innocence é a arma dos exorcistas. Esta substância divina dividiu-se em 109 fragmentos, que se espalharam pelo mundo, após o grande dilúvio. Quando um destes fragmentos encontra um escolhido, isto é, alguém compatível, adquire uma forma única e peculiar, passando a servir como arma contra o Millennium Earl.

No início da história, Allen viaja para Inglaterra e junta-se à Kuro no Kyoudan ou Black Order, liderada por Komui Lee. Nesta organização, vive-se um ambiente familiar e é lá que Allen conhece Lenalee Lee, irmã de Komui, Yu Kanda e Lavi, todos eles exorcistas, apesar de este último ser o futuro Bookman, cujo dever primordial é registar os acontecimentos. A missão daqueles que possuem a Innocence é eliminar o Millennium Earl e derrotar os Akuma (purificando as suas almas), ou encontrar mais exorcistas.





Esta série shounen de anime (história original de Katsura Hoshino) está no topo das minhas preferidas. D.Gray-man define-se através do ambiente sombrio, dos demónios, das características de sociedades pós-Revolução Industrial, da magia e dos poderes sobrenaturais. Mas há mais: está carregada de simbolismo (talvez um dia faça um post sobre isso), assim como cercada por uma aura tanto mística como divina pois os protagonistas são exorcistas (guerreiros ao serviço de Deus).


Classificação pessoal: 9/10 (só não dou 10 porque tem muitos fillers no meio)


Nota: Já ouvi dizer que a manga será retomada em Agosto. Se isso for verdade, é provável que possamos assistir a uma segunda série de D.Gray-man. Espero ansiosamente por novidades.

21 de janeiro de 2009

Vampire Knight

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Baseado numa manga shoujo de Hino Matsuri, este anime composto por duas séries (Vampire Knight e Vampire Knight Guilty), tem como principal enfoque a raça vampírica e a sua relação com os humanos.

Yuuki Cross, a filha adoptiva do director da Cross Academy, Kaien Cross, perdeu as suas memórias de infância. A única coisa de que se lembra, de há 10 anos atrás, é de ter sido atacada por um vampiro, e de ter sido salva por Kaname Kuran, numa noite fria de Inverno, em que a neve não parava de cair.
Dez anos após este incidente, Yuuki ajuda o seu pai a tornar real uma utopia: a coexistência pacífica entre humanos e vampiros. Para tal, juntamente com Zero Kiryuu (um amigo de infância, descendente de caçadores de vampiros, cuja família fora morta por um vampiro de sangue puro), desempenha a função de Guardian da Cross Academy, ou seja, não permite que os estudantes da Day Class (os humanos) saibam que as aulas da Night Class são frequentadas por vampiros.
O temido e respeitado Kaname Kuran, um vampiro de sangue puro, é o líder dos estudantes vampiros. Apesar de, perante os colegas, ter uma atitude fria e autoritária, diante de Yuuki, é simpático e carinhoso, zelando, sempre, pela vida da pessoa que mais ama no mundo. É detestado por Zero Kiryuu, não só por este alimentar um ódio incessante aos vampiros (por causa da tragédia do seu passado), mas também por ser um rival nos sentimentos respeitantes a Yuuki.

Na verdade, o motivo pelo qual existe a vivência de um amor profundo e sincero entre Kaname e Yuuki esconde-se, algures, no passado de ambos... E Zero, por carregar consigo uma consequência grave do ataque sofrido na infância, acaba por se aproximar mais de Yuuki e arrastá-la para situações perigosas...

Uma história em que o amor é vivido de forma profunda e sincera, não obstante repleta de mistério, paixão, ódio e sangue. A banda sonora de Haketa Takefumi adequa-se. perfeitamente, ao ambiente de toda a trama de Vampire Knight: desde os momentos tensos, de suspense e misteriosos, até à postura chique e educada dos estudantes da Night Class.

I'll show you a sweet dream next night...


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Classificação pessoal: 7/10


14 de novembro de 2008

PERSONA -trinity soul-


PERSONA

-trinity soul-

Finalmente, chegou o momento de falar de PERSONA -trinity soul-.


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A história passa-se 10 anos após os acontecimentos de PERSONA 3, em Ayanagi City. A Polícia investiga vários casos relacionados com o Apathy Syndrome, uma doença misteriosa, que afecta, maioritariamente, os estudantes. Mas, outras irregularidades ocorrem nesta cidade, localizada perto do Japan Sea: o desaparecimento da tripulação inteira de um submarino; o regresso, após 10 anos, de uma rapariga fantasma, que causa perturbações a diferentes níveis, almas de pessoas em corpos que não lhes pertencem...

O chefe da Polícia de Ayanagi City é o mais velho dos irmãos Kanzato. Chama-se Ryou, e começa por demonstrar uma atitude fria e distante para com os seus irmãos mais novos, Shin, de 17 anos, e Jun, com 14, que regressam à cidade, depois de uma longa ausência, para o ver. Na verdade, Ryou, embora desconhecendo pormenores, sabe que a cidade está a mergulhar, a pouco e pouco, num caos, onde governam o mistério e confusão, e decide fazer tudo o que estiver ao seu alcance para que os irmãos não se envolvam na situação.

Mas os seus esforços são em vão: Shin e Jun possuem, cada um deles, um Persona, logo, estão indirectamente ligados à batalha contra os Marebito (Outsiders), um grupo que utiliza as suas capacidades para roubar os Personas a outras pessoas, removendo-os e/ou danificando-os. Em suma, as vítimas dos Marebito são as pessoas às quais fora diagnosticado o Apathy Syndrome, depois de terem sido atacadas.

Com o decorrer da acção, conclui-se que os acontecimentos misteriosos em Ayanagi City estão relacionados com experiências científicas conduzidas por Keisuke Komatsubara (o líder dos Marebito), cujo objectivo máximo é localizar todos aqueles que têm o potencial e que conseguem utilizar o seu Persona, roubar-lhos e fusioná-los num único corpo, para conseguir criar o Persona perfeito.

Em relação à história, fico-me por aqui. Não é suposto, neste post, fazer um resumo detalhado de PERSONA -trinity soul-. Contudo, aproveito para dizer que esta série me surpreendeu pela positiva, porque é muito emocionante e excitante. No entanto, não deixa de ser, de certo modo, complexa, dado que alguns assuntos no decorrer da história são abordados de forma abstracta, apresentando como base de comparação o conto escrito e ilustrado pelos pais dos irmãos Kanzato, Kujira no Hane (Whale Feathers).

Um último cheirinho deste anime, para aguçar o apetite: Reaparecem 2 personagens de PERSONA 3. Sem dúvida, é um must para todos os fãs deste jogo.


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Nota: Os conceitos a negrito são, originalmente, do jogo PERSONA 3. Não os aprofundei por esse mesmo motivo.

19 de abril de 2008

5 meses desde o meu ultimo post.... é como a Twinny diz, tenho andado desleixado xD

Mas a verdade é que já tou farto de lhe dizer que temos de mudar o blog, meter qualquer coisita nova, mas ela diz que tá bom assim.... Não quer é ter trabalho =P


Bem, para quebrar o silêncio trago.....

One Piece


Tudo começa com a morte do maior de todos os piratas,o Rei dos Piratas, Gold Roger. Tendo sido o unico a alguma vez ter navegado com sucesso na Grande Linha, um pedaço de mar extremamente traiçoeiro e perigoso, toda a gente quer os seus tesouros, isso, e a misteriosa One Piece, simbolo do rei dos piratas.

Aparece então Monkey D. Luffy, um estranho rapaz com o poder de um dos frutos do diabo, que anseia obter a One Piece e ser reconhecido como o rei dos piratas. Começa então a criar a sua tripulação: Zorro, um fantástico espadachim, Usopp, um cobarde E mentiroso, Nami, a navegadora, e Sanji, um cozinheiro. Juntos vão encontrar e resolver problemas, metendo-se em problemas ainda maiores, fazendo novos amigos e criando novos inimigos durante as suas aventuras. O seu destino?? A Grande Linha, terra de monstros e de pessoas monstruosas, em busca do objecto mais cobiçado do mundo: One Piece.



8 de março de 2008

Nana (nana = 7)

Nana
(nana = 7)

Nana Komatsu é uma jovem japonesa de 20 anos. Alegre, mas cuja inocência e ingenuidade a fazem deixar-se levar pelas circunstâncias, uma das suas principais características é apaixonar-se facilmente, situação que lhe provoca um grande desequilíbrio emocional. O anime Nana tem início com a partida desta personagem para Tóquio (depois de ter juntado algum dinheiro), com o objectivo de ir ter com os amigos e o namorado, que tinham ido para lá no ano anterior. Já no comboio, Nana senta-se ao lado de uma rapariga com estilo punk-rock, que traz consigo uma guitarra. As duas começam a conversar, e é então que se estabelece uma ligação entre duas pessoas, que, de certeza, sempre estiveram unidas pelo destino: ambas se chamam Nana, têm a mesma idade e vão para Tóquio! Terminada a viagem, separam-se, mas, inevitavelmente, acabam por se reencontrar no quarto 707 de um apartamento antigo, isto porque ambas o querem alugar. Sendo assim, decidem morar juntas, não só pela empatia mútua que sentem, mas também para partilhar a renda.

No anime, chegado este momento, assiste-se, de seguida, ao passado das duas raparigas. Essencialmente, fica a conhecer-se a fraqueza Nana Komatsu no que diz respeito às relações amorosas e o modo como conheceu e passou a namorar Shouji Endou, e que Nana Osaki era a vocalista dos Black Stones (Blast), uma banda de rock sem projecção, sendo responsáveis pela bateria e guitarra, respectivamente, os seus amigos Yasushi Takagi (Yasu) e Nobuo Terashima (Nobu), e pelo baixo, o seu namorado, e eterno apaixonado, Ren Honjo. A banda teve que ter um fim quando Ren decidiu aceitar o convite dos Trapnest, uma banda mais de estilo pop, para se juntar a eles. Nana Osaki, orgulhosa, independente, determinada e corajosa, toma a decisão de não fazer o papel de a mulher do Ren, porque deseja lutar com todas as suas forças pelo seu maior sonho: a música, sendo essa a razão por que não acompanha Ren para Tóquio.

O que é que Nana Osaki pretende fazer em Tóquio? Que surpresas esperam Nana Komatsu na capital? Como se desenvolverá a relação entre as duas amigas? Não planeio contar o resto da história; somente uma curiosidade: Nana Osaki dá à sua amiga o nome Hachiko (Hachi). Hachiko, no Japão, é um nome comum para cão, e hachi significa 8. Isto tem uma razão de ser: não só pelo facto de a simpatia e ingenuidade serem os pontos fortes da personalidade de Nana Komatsu, mas também pelo facto de, ao longo da série, Nana Osaki tratar a amiga como se fosse algo seu. Tal comportamento não é intencional; demonstra apenas que ambas se completam.

O que ainda tenho a dizer é que, a partir desta parte, o que se pode esperar é drama, romantismo, rivalidades, suspense, encontros e desencontros, e música. Nana retrata uma história, da qual se subentende que o futuro está pré-determinado pelo destino, sendo o que me leva a concluir isto, tanto o que já foi referido acerca do encontro das jovens, como a forte presença do número 7 (Nana significa 7 e as raparigas vão morar para o quarto 707).

Recomendo vivamente o anime Nana, uma série que trata os temas abordados de forma profunda e que, ao mesmo tempo, tem uma banda sonora e cenários muito bons.


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9 de dezembro de 2007

Tekkon Kinkreet

Tekkon Kinkreet

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A mostra de cinema japonês Nippon Koma, que decorreu entre os dias 3 e 8 de Dezembro, deu-me a oportunidade de conhecer o filme Tekkon Kinkreet, de Michael Arias, baseado na manga Tekkon Kinkreet (lançada com o nome Black and White nos E.U.A.) de Taiyou Matsumoto, e exibido nos cinemas de Tóquio em 2006.

A acção decorre em Takara Machi (Cidade do Tesouro), um lugar em que duas crianças de rua, orfãs, Kuro (Preto) e Shiro (Branco), conhecidos por Neko (Gatos), espalham o terror e promovem a violência, pois agem de modo a que a cidade não seja invadida por gangs nem indivíduos sedentos de poder, considerando-se, ambos, super-heróis e os protectores da cidade.
Kuro e Shiro são o oposto um do outro: o primeiro, o mais velho, tem uma personalidade que parece ter sido construída com base em todos defeitos da cidade: é rufião, destrutivo, corrupto, corajoso e duro para com ele mesmo, mas, ao mesmo tempo, demonstra muito carinho por Shiro, fazendo tudo para o proteger; o segundo é infantil, amável, inocente, sofrendo constantemente por não gostar da cidade. Uma ferramenta que utiliza para fugir da realidade é a imaginação.
A pouco e pouco, problemas de maior importância começam a chegar à Takara Machi. Apesar de os polícias e os yakuza's trabalharem juntos, estes têm estado ausentes. No entanto, um yakuza local regressa e promete apoderar-se da cidade, fazendo renascer o seu negócio falido. Contudo, uma ameaça ainda maior é inevitável: o Sr. Hebi (Cobra), cujo objectivo é deitar a cidade abaixo para construir um enorme parque de diversões. Ao constatar que a sua cidade (como Kuro se refere à Takara Machi) está em perigo, os dois rapazes fazem tudo para a salvar, enfrentando Hebi e os seus capangas.

A simbologia é uma característica marcante em Tekkon Kinkreet. Os nomes utilizados (cujo significados foram referidos) são prova disso. Considero fundamental aprofundar esta questão, no que diz respeito aos protagonistas: a amizade entre Kuro e Shiro representa a batalha entre o bem e mal (não é por acaso que têm personalidades opostas). A escuridão domina Kuro e a luz faz parte da natureza de Shiro. Algo curioso que acontece no filme é que, quando, devido a certas circunstâncias, Kuro e Shiro são separados, o primeiro, sem a luz do amigo, acaba por ser tentado pelo seu demónio interior, sendo depois salvo por Shiro, pois sempre acreditou nele.

Além disso, a história chama a atenção para realidades que fazem parte do nosso dia-a-dia: a mudança, a maturidade, o conflito, a ligação das pessoas a um determinado lugar. Algo surpreendente é que, apesar de Kuro e Shiro sobressaírem ao longo da acção, todos os personagens foram profundamente pensados, ou seja, fora dado relevo ao seu background, o que faz com que o espectador assista e, consequentemente, viva realidades diversas.

Algo que comprova o prestígio deste filme é o prémio arrecadado de Melhor Filme de 2006, no Mainichi Film Awards.

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Pessoalmente, gostei bastante do filme. Apesar de não me sentir muito atraída pelo character design, assim que comecei a entrar dentro da história, apercebi-me de que tinha feito a escolha certa, ao ter pago 2 euros na Culturgest.

Nota:
Yakuza - Membro dos tradicionais grupos organizados de crime no Japão.

18 de novembro de 2007


Olá de novo pessoal! Isto tem andado parado outra vez... Parado, como de costume, mas sempre vivo =P

Hoje vou correr o risco e falar de uma série que não conheço, por enquanto, mas que, pelo menos para mim, vale o trafego que consome (espero não estar enganado...se estiver aviso =P ).
Essa série tem o nome de Ghost Hound, e travei conhecimento com ela quando andava perdido pla net sem saber sobre o que procurar, até que dei com o site brasileiro do Dattebayo, e estava lá este nome que me chamou a atenção. Na altura não podia fazer grande pesquisa sobre o assunto, mas não me conseguia esquecer da série. O que descobri depois foi o seguinte:
Ghost Hound, 22 episódios, encaixa-se nas categorias de escola e tragédia ( também descobri que se encaixava na de horror ) e narra a história de 3 adolescentes ( Komori Tarou, Ogami Makoto, e Nakajima Masayuki ) que vivem numa cidade costeira, por onde ainda se notam vestigios de paisagem. Tudo começa quando a criação de um potente cérebro electrónico torna possivel a existência de dois mundos paralelos, e os 3 jovens aprendem que a extracção de uma alma humana permite viajar entre os dois mundos. Juntos vão descobrir que estes, apesar de serem paralelos, se podem alterar mutuamente, e que algumas partes estão interligadas.
Baseado no conceito original de Ghost In The Shell, tem também um "não sei o que" de Digimon, no que toca a viajar entre mundos =P
Post pequenino, mas de momento é tudo o que sei... Estou a tirar os 3 primeiros episódios, um post mais actualizado e com mais detalhes para breve, espero ;)

1 de outubro de 2007

Oi!! Isto tem andado um pouco abandonado, ainda tivemos a ver se mudavamos aqui algumas coisas, mas entretanto o trabalho foi aumentando e o blog ficou assim um pouco a balda.... mas a partir de agora acho que me vou manter de muito bom humor, por isso espero conseguir mudar a tendencia "baldas" daqui para a frente ;)

Passemos ao assunto que interessa: Anime!

Fãs de Devil May Cry, rejubilem, o jogo passou para Anime! Quem estiver interessado, podem encontrar alguns episódios no mininova (quem tem BitTorrent), e para quem não conhece a história, ou para quem já não se lembra, aqui vai ela:

Dante é a nossa personagem principal. Ele e o seu irmão Virgil não possuem uma relação muito saudável, tudo porque Virgil quer comandar o seu exército de demónios para garantir que o planeta é controlado por estes, enquanto que Dante tem um negócio em que o seu objectivo é aniquilar demónios. Sendos os irmãos também metade humanos e metade monstros sanguinários, estes detêm poderes imensos, que os tornam nos herdeiros legitimos do trono do caido rei-demónio, e seu pai, Sparda. Este selou o mundo humano do mundo inferior com a ajuda da mãe de ambos, uma humana, para impedir que ambos os mundos se destruissem, mas nem esses gesto aplacou Dante, que simplesmente odeia todos os demónios , evitando pensar que, no fundo, ele também faz parte dessa raça. Mesmo assim mantém a espada do seu pai, Rebellion, em seu poder, e estima-a acima de tudo, assim como a um estranho colar da sua falecida mãe.

Apesar de ter jogado o jogo (Devil May Cry III "Dante´s Awakening") e de conhecer a história por detrás de Dante, ainda não tenho a série, apesar de a estar a tentar tirar via Torrent, por isso não posso explicar ao certo sobre o que trata o Anime, mas talvez apareça a Lady por lá =P

30 de agosto de 2007

Furi Kuri


E se de repente, vinda do nada, uma estranha rapariga vos desse com uma guitarra na cabeça? Estranho, no minimo... E doloroso também! É uma coisa bem capaz de fazer um galo na testa =P

Pois bem, em Furi Kuri, cabeças e guitaras andam sempre na moda!

Naota é um rapaz tímido e um tanto ou quanto aborrecido. Parece que nada lhe pode trazer alegria desde que o seu irmão partiu para a américa para ser jogador de Baseball. Sempre atrás de si tem a namorada do seu irmão, que é uma rapariga que, tal como Naota, perdeu toda a sua felicidade por estar tão longe do namorado. Dia após dia encontram-se os dois perto de um rio que passa mesmo pelo meio da sua cidade, e de onde se pode ver uma estranha fábrica que ninguém sabe como ou quando lá apareceu.

E então, conduzindo uma VESPA e de guitarra na mão, Mamimi aparece!! Afirmando que que um extraterrestre, espeta com um valente "guitarrada" mesmo no meio da testa de Naota. Isto depois de o atropelar com a mota.... -_-"

Contando já com um galo de, plo menos 1 ou 2 cm, Naota fica estupefacto quando em vez disso de aparece algo parecido com um corno. Já nessa noite, o "corno" sofre uma transformação. E aparece pela primeira vez o que será mais tarde chamado de "Kanti". E a partir dai, a sua vida muda.

Uma OVA com seis episódios, Furi Kuri é um anime para alegrar o dia. Entre ficar com um corno, orelhas de gato, ou passar pelo sistema digestivo de "Kanti", Furi Kuri é de todas as séries/OVAS/eps que já vi, uma das mais engraçadas!

22 de julho de 2007

Shining Tears X Wind

Shining Tears X Wind

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Esta história é sobre aventureiros que viajam dentro do mundo do coração. Esta história inacreditável tem início no mundo em que todos vocês vivem.

A Academia St. Luminous começa a tomar conhecimento de pessoas que desapareceram misteriosamente em Tatsumi Town. Souma Akizuki, Touka Kureha, Kaito Kiriya, Kanon Seena, Haruto Saionji e Reia Hiruda não sabiam que este problema seria mais difícil de resolver do que os outros a que, provavelmente, estariam habituados. Já depois de a reunião ter sido dada por terminada, Souma tem de voltar atrás porque se esquecera do telemóvel. É com surpresa que repara num livro que Hiruda tinha estado a investigar, cujo título é End Earth, que contém uma descrição pormenorizada sobre o outro mundo.

Nessa mesma noite, chega a Elde (o mundo real) um ser do outro mundo, Mao, que procura por Zero, um amigo de longa data. Já no dia seguinte, um beastman ataca Souma e Kureha, e Mao corre em seu socorro, explicando, após este incidente, os motivos que a levaram a deixar o seu mundo. Contudo, a criatura consegue libertar-se das cordas que a prendem, dando um golpe em Mao, acabando por partir o Mirror of Dimension, que transporta os três para o End Earth. Todavia, no mundo interdimensional, Zero, um rapaz com uma asa branca e outra preta, possuidor dos Twin Dragon Rings, encontra-se com Souma e Kureha, apresentando-se como o guardião do mundo e pedindo a Souma para ocupar o seu lugar a partir daquele momento - é aqui que começa a verdadeira aventura. Apesar de, inicialmente, o objectivo dos estudantes ser sair daquele mundo, eles acabam por participar numa guerra cuja finalidade é obter o item lendário, Holy Grail. Mais tarde, Zero confessa a Souma que é impreterivelmente necessário fazer com que Zeroboros, o guardião do tempo e do espaço, permaneça adormecido para que não se dê o fim do mundo.

7 de julho de 2007

Renovação do post "A simbologia por trás de Death Note"

Renovação do post
A simbologia por trás de Death Note
- cuidado com os spoilers! -


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A que se deve esta renovação? Pois bem, a série terminou. Sendo assim, algumas das hipóteses que referi no outro post ficaram inválidas. Além disso, aproveito para o encher com mais simbologia e completar com mais imagens, não dando importância ao receio de ficar demasiado extenso. Alerto para o facto de poder ser um pouco repetitivo, pois há ideias e pontos de vista que mantenho (é a primeira vez que teria preferido o desprezo ao outro post ou o controlo da minha ansiedade para o escrever).

Tenho a certeza que todos os fãs de Death Note já se aperceberam do grande relevo que esta obra dá à simbologia (principalmente Cristã). Tal para mim não era óbvio no início, contudo, às tantas, comecei a dar-me conta da enorme carga de símbolos presente no anime (digo no anime porque não li a manga, mas como sei que a história não difere quase nada - talvez a manga tenha poucos pormenores a mais que o anime - arrisco a dizer que o mesmo se passa na banda desenhada). Pensei, reflecti e pesquisei, no Dicionário dos Símbolos de Jean Chevalier e Alain Gheerbrant (cujas transcrições estão marcadas com um asterisco), e, com a ajuda dos meus irmãos e do meu amigo Orochimaru, tirei conclusões, que passo a apresentar de seguida, acompanhadas de imagens da série (é fundamental frisar que, apesar de parte deste registo corresponder ao que é explicitamente mostrado em Death Note, algumas destas anotações são probabilidades/hipóteses ou pontos de vista pessoais):

- Rosa - Segunda abertura (Zetsubou Billy) - A rosa é, na iconografia cristã (...) o cálice que recolhe o sangue de Cristo (...)* - Misa aparece deitada sobre rosas, misturando-se com elas; ela é o suporte de Light e, sem a sua colaboração, ele não poderia atingir os seus objectivos tão facilmente. Entenda-se aqui que Light é o deus do novo mundo (Deus na Terra = Cristo). Deste modo, Misa recolhe o sangue de Light (ela sente na pele as consequências das ambições dele, embora tenha admitido que a única maneira de estar feliz era a seu lado, fazendo tudo o que estivesse ao seu alcance para o fazer feliz também);

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- Rosa azul - Segunda abertura (Zetsubou Billy) - Uma rosa azul seria o símbolo do impossível.* - É impossível para Light ser Cristo/Deus na Terra - não só é pecador como possui um poder limitado quando utiliza o Death Note (atributos que são negados a uma entidade superior) - assim como o é a sua ambição (o facto de alguma vez poder construir um mundo perfeito);

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- Número 13 - Episódio 25 - Aparece quando se faz referência à regra falsa do Death Note, inventada por Ryuk: Se o dono do Death Note não matar dentro de 13 dias, depois ter lá escrito o nome de alguém, ele morre; Episódio 37 - Enquanto procuram por Light, Matsuda, Aizawa, Ide e Mogi reúnem-se ao pé do armazém nº 13 - Desde a antiguidade que o número 13 tem sido considerado como de mau agoiro. (...) Na última refeição de Cristo com os seus apóstolos, a Última Ceia, os presentes eram treze. A Cabala enumerava 13 espíritos do mal. O 13º capítulo do Apocalipse é o do Anticristo e da Besta. (...) De uma forma geral, este número corresponde a um recomeço, com este matiz pejorativo de que se trata mais de refazer qualquer coisa do que de renascer.* - No episódio 25 e 37, o número 13, cuja significação é atribuída ao mau agoiro e à morte (lembre-se que a carta de Tarot A Morte é o décimo terceiro arcano maior), surge pouco tempo antes de L falecer (ele já tinha ficado intrigado com esta regra do Death Note) e de Light morrer, respectivamente. Além disso, apesar de Light se considerar o deus do novo mundo, ele, no fundo, acaba por se revelar um Anticristo, pois trata-se de alguém que se opõe a Jesus Cristo em relação ao modo como faz o Bem e que, segundo a tradição Cristã, dominará o mundo nos últimos dias, antes que Cristo regresse pela segunda vez. Pode dizer-se que, em Death Note, o número 13 corresponde a um recomeço, que se trata mais de refazer qualquer coisa do que de renascer pois, logo após a morte do L, Light, ressuscitado, volta a agir em liberdade, como Kira, e, assim que Light morre, pressupõe-se não um surgimento de um novo mundo, mas sim uma reconstrucção do mesmo, isto é, uma mudança gradual, no sentido de se viver sem Kira;

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- Corvo - Primeiro final (Alumina) e segunda abertura (What's Up. People?!) - Parece concluir-se de um estudo comparativo de costumes e crenças de numerosos povos que o simbolismo do corvo só recentemente adquiriu o seu aspecto puramente negativo (...) É considerado, com efeito, nos sonhos, como uma figura de mau agoiro, ligado ao medo da infelicidade. (...) no Japão, ele é (...) um mensageiro divino (...) Símbolo da perspicácia, no «Génesis» (8,7), é ele que vai verificar se a terra começa, após o dilúvio, a reaparecer por cima das águas (...) na Grécia (...) acreditava-se que eram dotados de poder de conjurar a má sorte. O corvo aparece muitas vezes nas lendas célticas onde desempenha um papel profético. (...) Ele seria também um símbolo da solidão, ou melhor, do isolamento voluntário daquele que decidiu viver num plano superior. (...) guia das almas na sua última viagem, pois, sendo psicopompo, ele penetra, sem se perder, o segredo das trevas.* - Remetendo a simbologia do corvo para Death Note, a sua ligação à infelicidade e ao poder de trazer má sorte poderá estar relacionada com o aviso que Ryuk fez a Light, assim que este começou a aperceber-se do poder que tinha nas mãos: para aquele que utilizasse o Death Note, só podia ser esperado um final trágico. Ainda assim, Light comporta-se, de facto, como um mensageiro divino (alguém mandado por Deus para fazer Justiça), dotado de grande perspicácia (ele, afinal, é um génio), que vive num plano superior, a que só ele pertence (tem mais poder que todos os que estão à sua volta, decidindo, assim, qual o seu destino). Esta ideia de possuir um poder divino e superior é transmitida por imagens da Zetsubou Billy: ele passa pelos automóveis sem sofrer qualquer dano e caminha numa direcção oposta à de todas as pessoas;
Imagens da Alumina:

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Imagem da What's Up, People?!:

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Imagens da Zetsubou Billy:

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- Maçã - Aberturas (The World e What's Up, People?!), primeiro final (Alumina) e ao longo da série - Trata-se (...) duma forma de conhecimento, mas que é ora o fruto da Árvore da Vida, ora o da árvore da Ciência do bem e do mal: conhecimento unificador que confere a imortalidade, ou conhecimento separador, que provoca a «queda». (...) «comer a maçã significa (...) abusar da sua inteligência para conhecer o mal, da sua sensibilidade para o desejar, da sua liberdade para o fazer.(...)»* - A imagem da maçã, aparecida tantas vezes, ilustra a grandiosidade da sabedoria de Light que, mal utilizada, traz consequências irreversíveis (mais uma vez, alusão ao seu final trágico - a sua morte. Ao ser dono do Death Note, acede ao conhecimento separador, que provoca a «queda»). Light trinca a maçã em The World, ou seja, abusa da sua inteligência para conhecer o mal, da sua sensibilidade para o desejar (em vez de se restringir à eliminação daqueles que causam o caos e a desordem, deseja suprimir também os que se lhe opõem, dado que são pessoas que negam a existência de Kira como deus), da sua liberdade para o fazer (liberdade construída com base em esquemas mentais - que é capaz de elaborar graças à grande inteligência que tem - que lhe permitem escapar aos golpes dos inimigos). Contudo, durante a série, Light oferece as maçãs a Ryuk, que as come - o Shinigami conhece, deseja e faz o mal, só que de uma forma mais discreta do que Light, isto é, divertindo-se com a tragédia que tem o seu início assim que Light se assume como dono do Death Note.
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A cena de Light a estender uma maçã a Ryuk, em The World, pode ser associada à famosa pintura de Miguel Ângelo, A Criação Do Homem, que se encontra representada na abóbada da Capela Sistina em Roma. Em Death Note, pode dar-se outro significado: Ryuk, o Shinigami, encontra-se por cima de Light, representando o papel de Deus, pois Ryuk criou Kira, que é Light. Na sua mão, encontra-se uma maçã, provavelmente um símbolo de oferenda por parte de Light por Ryuk o ter transformado num deus;

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- Cruz - Primeira e segunda aberturas (The World e What's Up, People?!, respectivamente) e segundo final (Zetsubou Billy) - A cruz possui também o valor dum símbolo ascensional. (...) A tradição cristã enriqueceu prodigiosamente o simbolismo da cruz, condensando nesta imagem a história da salvação e da paixão do Salvador. A cruz simboliza o Crucificado, o Cristo, o Salvador, o Verbo, a segunda pessoa da Trindade.* - Light ascende cada vez mais, deduzindo-se que a sua queda será bastante grande, o que acaba por se confirmar (em Zetsubou Billy, Light está a subir num elevador, até que, no final da música, aparece como que derrotado, entendido no chão, num estado de choque/aflição). Ele é o crucificado (arrisca a sua segurança, e até a vida, pelo Bem no mundo), o cristo (deus na Terra, como já foi referido anteriormente) e o salvador (o indicado para fazer Justiça e construir um mundo melhor);
Imagem da The World:

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Imagem da What's Up, People?!:

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Imagens da Zetsubou Billy:

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- Sinos (som dos) - Episódio 25 - L, durante o episódio inteiro, diz que ouve o barulho dos sinos - (...) o Cânone budista pali compara as «vozes» divinas com o «som de um sino de ouro». (...) Mas o barulho dos sinos (...) tem universalmente um poder de exorcismo e de purificação: afasta as más influências, ou pelo menos avisa da sua aproximação. (...) A campainha (...) simboliza o chamamento divino, em todo o caso uma comunicação entre o céu e a terra. (...) o sino tem também o poder de entrar em relação com o mundo subterrâneo.* - Após ouvir o som dos sinos durante algum tempo, L morre. A ligação entre este barulho e a aproximação da morte é algo que muitas vezes é demonstrado em anime (como, por exemplo, em Shinigami no Ballad);
- Lua cheia - Primeira abertura (The World) e ao longo da série - Antes de mais nada, convém lembrar que a lua influencia fortemente o ser humano. Passando do geral para o concreto, a lua cheia (ou seja, quando está totalmente radiante e cheia de luz) simboliza a realização dos projectos (surge, muitas vezes, quando Light triunfa numa determinada situação).
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Curiosa é a última imagem da lua na série: em vez de aparecer cheia, está no quarto minguante, o que pode significar que a era de Kira acabou, que os seus planos terminaram;
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- Naomi com Raye Penber nos braços - Primeira abertura (The World) - Imagem alusiva à Pietá de Miguel Ângelo;

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- Traição - Na Bíblia, Judas trai Jesus e, por causa disso, Ele acaba por ser Crucificado. Este facto pode ser comparado a Death Note, na medida em que é devido à traição de Mikami (o facto de ter matado Takada sem ordens para isso) que Near acaba por descobrir o verdadeiro Death Note e, assim, ficar por cima de Light;
- Portões dourados - Segundo final (Zetsubou Billy) - Podem ser vistos como os Portões para o Paraíso porque ser deus é o principal objectivo de Light;

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- L limpa os pés a Light - Episódio 25 - A cerimónia do lava pés, contada na Bíblia, tem lugar antes da Última Ceia, e é quando Jesus lava os pés aos seus discípulos, como sinal de humildade e de honra para com eles. Em Death Note, L limpa os pés a Light, pouco tempo antes da sua morte: apesar de aqui o papel de Cristo ser desempenhado por L, tal não é inconveniente, pois, ao agir assim perante Light, L mostra respeito e admiração por alguém que ele, no fundo, admite ser superior a ele.

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Antes de finalizar, gostaria de dar a entender que todas as palavras que citei ao longo do post têm uma simbologia muito mais abrangente do que a indicada. O que se coloca aqui em questão é o facto de não fazer sentido indicar significações que não estivessem de acordo com a possível finalidade em Death Note de mostrar e fazer referência a determinados símbolos.